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Pour la Musique. Merci.

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Milhares de turistas enxameiam junto da Basílica do Sacré Coeur, em Montmartre, numa azáfama sôfrega para tudo ver e visitar. Querem respirar o ar que foi exalado, naquele mesmo local, por Degas, Cézanne, Monet, Van Gogh, Renoir, Toulouse-Lautrec e outros pintores agora famosos. Os candidatos a artistas boémios deambulam pela enxurrada de turistas à espera de ouvirem o tilintar metálico das moedas no fundo do chapéu. A arte da sobrevivência é, nos tempos que correm, a grande arte daquele bairro parisiense.

Amo-te Paris

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Auguste Rodin e Gustave Eiffel, ambos ambicionaram conquistar o céu. E se não o conseguiram pelo menos fizeram-no ficar mais perto. Paris é a cidade conhecida pelo amor que permite sonhar com impossíveis. Amo-te Paris.

Mais ou menos, nem muito nem pouco, assim-assim

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Desde 1981 a World Values Survey e a Universidade de Michigan, instituições presumivelmente idóneas e credíveis, dedicam-se a fazer um estudo subjectivo sobre a felicidade de quase uma centena de países por esse mundo fora. A subjectividade resulta da noção de felicidade e do método utilizado: um inquérito em que, numa escala de zero a dez, cada um tem que avaliar se é muitíssimo, muito, pouco, ou nada feliz. Os resultados não revelam nada de extraordinário. Em 97 países Portugal está um pouco acima do meio da tabela, com uma pontuação de 5,5. Nem felizes, nem infelizes, antes pelo contrário. A Dinamarca é o campeão da felicidade, com 8 pontos, seguida pela Islândia, Suiça, Holanda e Canadá. No fim da tabela surge o Zimbabwe, porque o regime de Robert Mugabe não se apercebeu dos trabalhos de recolha de dados… Mais interessante, mas ainda assim pouco surpreendente, é a convicção com que os investigadores ficaram, ao longo destes anos todos a medir a felicidade dos países, de que os cida...
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Para bem ou para mal, o Museu do Louvre está transformado em centro comercial de arte. Paga-se nove euros de entrada e pode deambular-se pelas infindáveis salas, de obra-de-arte em obra-de-arte, como borboleta em campos de girassóis. Impressiona o espólio do Museu e impressiona o mar de gente que, todos os dias, invade o Louvre de máquina fotográfica ou telemóvel em punho. A maior parte só lá vai para poder dizer que lá esteve e que viu a Mona Lisa de Leonardo da Vinci e a Vénus de Milo. O mais curioso é a adopção de estratégias de centro comerciais corriqueiras. Dando vazão à ânsia dos turistas, a administração do Louvre mandou colocar pelas esquinas dos corredores e escadarias umas fotocópias a preto e branco, com uma setas destacadas, a indicar a localização das duas obras mais famosas do mundo. E quando se chega à enorme sala onde está aprisionada a ambígua Gioconda é chocante o espectáculo da multidão pressurosa e impaciente, procurando a maior proximidade do quadro, como se fosse...
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Podia dizer, para quem não sabe, que o S. João é uma festa popular feita de bailaricos, balões de papel nos céus da cidade, alhos-porros e martelinhos nas cabeças uns dos outros em jeito de cumprimento, cheiro a manjerico, sardinha assada, fogo-de-artifício sobre o rio Douro. Mas não é. Quem sabe o que é a festa do S. João sabe que é um abraço gigante onde cabem os do Porto e os de fora. Por uma noite somos todos iguais.

Formosa e segura

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A Ponte da Arrábida foi inaugurada no dia 22 de Junho de 1963. Era o maior arco abatido em betão armado da Europa. Motivo de orgulho do Porto e obra do polémico e genial engenheiro Edgar Cardoso. No dia da inauguração foram muitos aqueles que ficaram à espera de a ver cair. Já lá vão 45 anos e, actualmente, passam diariamente na ponte da Arrábida 125 mil viaturas. Continua segura e formosa unindo as costas de duas cidades. Quantas mais pontes serão precisas para que Porto e Gaia se virem de frente?

"E o burro sou eu?"

Tal como eu previ, mal começou o Euro 2008 a sério Portugal perdeu. 3-2 com a Alemanha. No momento em que escrevo não consigo afastar a frase que desde o final do jogo ensarilha as ideias: "E o burro sou eu?" A frase com que Scolari tentava demonstrar aos críticos os seus acertos futebolísticos. Agora é fácil dizer mal do seleccionador brasileiro. Só vou recordar três factos: Portugal perdeu duas vezes com a equipa da Grécia no Euro 2004; Portugal perdeu duas vezes com a Alemanha, no Mundial de 2006 e agora no Euro 2008; Portugal sofreu dois golos no mesmo jogo exactamente da mesma maneira. Conclusão: Scolari não aprende com os erros. A mesma interrogação do treinador brasileiro volta a pressionar-me para aparecer de novo no texto ... Não, não vou criticar o "Sargentão" de quem não gosto há cinco anos e meio. Vou optar por fazer mais uma previsão: Luiz Felipe Scolari vai treinar o Chelsea até ao Natal, altura em que regressa ao nosso país para ingressar no Benfica....