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Não deixem fechar a porta

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Muita gente se queixa do esvaziamento a que, de ano para ano, é votada a memória da revolução do 25 de Abril de 1974. É sinal de que os que tiveram algum contacto com a mudança de regime estão a ficar velhos. Por mim falo que, na altura com 11 anos, me recordo apenas dos dois helicópteros militares que subitamente usaram o campo de futebol da nossa escola como pista de aviação. E sei que a primeira palavra que aprendi do novo léxico da democracia foi “greve”. O resto foi absorvido na derrocada da barragem da informação. As palavras da rádio e dos jornais narraram uma revolução quase sem mortos e feridos e com poucas imagens. Sobreviveu o sangue dos cravos como símbolo de uma mudança profunda no país. 35 anos depois, parece ser preciso regar a flor da revolução. Era uma vez um país onde entre o mar e a guerra vivia o mais infeliz dos povos à beira-terra. (…) Ora passou-se porém que dentro de um povo escravo alguém que lhe queria bem um dia plantou um cravo. Era a semente da esperança fe...

O cheiro dos alhos

A propósito do enriquecimento ilícito e da possibilidade de levantamento do sigilo bancário, para o identificar e combater, ofereço-vos o melhor comentário que ouvi. Foi num programa de rádio, uma senhora indignada, da zona centro do país, explicando que se trata de um aforismo. Nunca o tinha ouvido, mas que faz todo o sentido, lá isso faz: - Quem não come alhos não cheira a eles!

"Mankind Is No Island"

O Tropfest é o maior festival de curtas metragens do mundo. Começou há 17 anos atrás em Sydney e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova Iorque. O vencedor do ano passado foi este filme simples e original, totalmente gravado com um telemóvel. O seu orçamento foi de 40 dólares (cerca de 30 euros)! Vale a pena ver até ao fim.

Manuel José - O Rei do Egipto

Se me tivessem contado, ou não teria acreditado ou teria acreditado com muitas reservas. A reportagem que me foi proposta era sobre a invulgar popularidade no Egipto de Manuel José, treinador de futebol, português. O que vi ultrapassou todas as expectativas. Não são só os adeptos do Al Ahly que adoram Manuel José. Todo o Egipto gosta do treinador português. É uma das personalidades mais populares e respeitada no país das pirâmides. O futebol é a razão primordial. Mas a fama já ultrapassou tudo o que se possa imaginar. Manuel José é um rei no Egipto…. Esta é a reportagem TVI que resultou dessa experiência de uma semana. Só visto!!!

Manuel José - O Rei do Egipto

O regresso à origem?

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Das poucas recordações que tenho do “antes do 25 de Abril de 1974” emerge um episódio caricato revelador do poder discricionário que alguns agentes da administração pública tinham nessa altura. Um presidente da junta, numa aldeia do interior onde a minha família vivia, chamou a GNR porque a minha mãe deixou cair a filha do ilustre senhor. Veio a GNR, de imediato, e lembro-me da minha mãe, em lágrimas, a explicar o sucedido enquanto os militares registavam a ocorrência. O caso não chegou mais longe porque a filha do regedor, com quem eu costumava brincar, nem nódoas negras apresentava como provas de incúria ou mau trato. Nos tempos que correm, nesta adolescente democracia portuguesa, o mais comum é o contrário: mesmo alguns acontecimentos graves e atentados à ordem pública e à segurança são tratados com desdém, desconsideração e ausência pelas autoridades policiais. Chama-se a polícia e ela ou não chega ou vem tarde, a más horas e somente regista a ocorrência. Por isso, é estranho o que...

Fatal como o destino

Enganei-me. Falhei nas previsões feitas, em 19 de Junho de 2008 , a propósito de Scolari. Ele não foi despedido no Natal, mas apenas em Fevereiro; e não ingressou, ainda, no Benfica por culpa da irregularidade do F.C. do Porto. O que o povo diz também se aplica a esta previsão: mais vale tarde que nunca!