Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2008

Pour la Musique. Merci.

Imagem
Milhares de turistas enxameiam junto da Basílica do Sacré Coeur, em Montmartre, numa azáfama sôfrega para tudo ver e visitar. Querem respirar o ar que foi exalado, naquele mesmo local, por Degas, Cézanne, Monet, Van Gogh, Renoir, Toulouse-Lautrec e outros pintores agora famosos. Os candidatos a artistas boémios deambulam pela enxurrada de turistas à espera de ouvirem o tilintar metálico das moedas no fundo do chapéu. A arte da sobrevivência é, nos tempos que correm, a grande arte daquele bairro parisiense.

Amo-te Paris

Imagem
Auguste Rodin e Gustave Eiffel, ambos ambicionaram conquistar o céu. E se não o conseguiram pelo menos fizeram-no ficar mais perto. Paris é a cidade conhecida pelo amor que permite sonhar com impossíveis. Amo-te Paris.

Mais ou menos, nem muito nem pouco, assim-assim

Imagem
Desde 1981 a World Values Survey e a Universidade de Michigan, instituições presumivelmente idóneas e credíveis, dedicam-se a fazer um estudo subjectivo sobre a felicidade de quase uma centena de países por esse mundo fora. A subjectividade resulta da noção de felicidade e do método utilizado: um inquérito em que, numa escala de zero a dez, cada um tem que avaliar se é muitíssimo, muito, pouco, ou nada feliz. Os resultados não revelam nada de extraordinário. Em 97 países Portugal está um pouco acima do meio da tabela, com uma pontuação de 5,5. Nem felizes, nem infelizes, antes pelo contrário. A Dinamarca é o campeão da felicidade, com 8 pontos, seguida pela Islândia, Suiça, Holanda e Canadá. No fim da tabela surge o Zimbabwe, porque o regime de Robert Mugabe não se apercebeu dos trabalhos de recolha de dados… Mais interessante, mas ainda assim pouco surpreendente, é a convicção com que os investigadores ficaram, ao longo destes anos todos a medir a felicidade dos países, de que os cida...
Imagem
Para bem ou para mal, o Museu do Louvre está transformado em centro comercial de arte. Paga-se nove euros de entrada e pode deambular-se pelas infindáveis salas, de obra-de-arte em obra-de-arte, como borboleta em campos de girassóis. Impressiona o espólio do Museu e impressiona o mar de gente que, todos os dias, invade o Louvre de máquina fotográfica ou telemóvel em punho. A maior parte só lá vai para poder dizer que lá esteve e que viu a Mona Lisa de Leonardo da Vinci e a Vénus de Milo. O mais curioso é a adopção de estratégias de centro comerciais corriqueiras. Dando vazão à ânsia dos turistas, a administração do Louvre mandou colocar pelas esquinas dos corredores e escadarias umas fotocópias a preto e branco, com uma setas destacadas, a indicar a localização das duas obras mais famosas do mundo. E quando se chega à enorme sala onde está aprisionada a ambígua Gioconda é chocante o espectáculo da multidão pressurosa e impaciente, procurando a maior proximidade do quadro, como se fosse...