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GRANDES VINHOS PORTUGUESES: Moscatel Roxo 20 anos

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O Moscatel Roxo 20 anos é um vinho especial feito de diversas colheitas de uma casta que esteve à beira da extinção. A José Maria da Fonseca recuperou a casta e produziu uma edição especial de apenas duas mil garrafas deste Moscatel excepcional. A família Soares Franco, proprietária do Grupo, é também a detentora dos moscatéis torna-viagens. Um tesouro bem guardado nas caves de Azeitão. ANTÓNIO SOARES FRANCO: Enólogo da José Maria da Fonseca

GRANDES VINHOS PORTUGUESES: Cortes de Cima, Alentejo

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O vinho branco Cortes de Cima é um dos símbolos da família Jorgensen no Alentejo. É fruto de castas vindas de duas propriedades completamente diferentes. Uma na Vidigueira e a outra em Vila Nova de Milfontes. O vinho é também símbolo de um sonho de um casal estrangeiro, uma norte-americana e um dinamarquês, que escolheu Portugal para viver.

GRANDES VINHOS PORTUGUESES: Quinta da Aveleda

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A Quinta da Aveleda, em Penafiel, é o maior produtor e exportador de vinho verde. Ao todo o negócio dos vinhos rende ao Grupo Aveleda 40 milhões de euros por ano. Criado há século e meio, continua a ser um negócio da família Guedes. O vinho verde Quinta da Aveleda é o símbolo maior da empresa. MANUEL SOARES: Diretor de enologia

GRANDES VINHOS PORTUGUESES: Pacheca Vale de Abraão

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A Quinta da Pacheca dava um filme. É verdade que já foi protagonista no Vale Abraão de Manoel de Oliveira em 1993, emprestando o charme que a quinta sempre teve. Fundada no início do século 18 deve o nome a Dona Mariana Pacheco Pereira; No início do século 20 passou para as mãos da família Serpa Pimentel; e agora no século 21, desde 2012, é propriedade de Paulo Pereira e Maria do Céu Gonçalves. Um negócio que envolveu 7,5 milhões de euros e um compromisso com a família. O vinho que melhor expressa esta nova atitude é o Pacheca Vale de Abraão. Recorda o passado, mostra o esplendor da nova fase da Quinta e a qualidade dos vinhos tintos do Douro… MARIA SERPA PIMENTEL: Enóloga da Quinta da Pacheca  

GRANDES VINHOS PORTUGUESES: Carrocel Quinta da Pellada, Dão

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A Quinta da Pellada, no Dão, produz uma das melhores versões da casta Touriga Nacional. O enólogo e produtor é Álvaro de Castro, um estudioso e perfecionista, sempre à procura de vinhos que sejam obras de arte. No enquadramento das serras da Estrela, Buçaco e Caramulo, Álvaro de Castro produz o Carrocel, um vinho só com Touriga Nacional. Uma casta que o Dão tem vindo a recuperar, conforme explica Arlindo Cunha, presidente da Comissão Vitivinícola. ÁLVARO DE CASTRO: Produtor e Enólogo da Quinta da Pellada

GRANDES VINHOS PORTUGUESES: Barca Velha

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Quando se abre uma garrafa de Barca Velha liberta-se o perfume do tempo… No meio da Quinta da Leda, em Almenda, Douro Superior, o diretor de enologia da Casa Ferreirinha escolheu o Barca Velha 2008 para a degustação. O Barca Velha 2008 é o último da lista de apenas 18 colheitas consideradas excepcionais em quase 70 anos. Foi declarado em 2016, esteve dois anos em barricas de carvalho francês e seis anos em garrafa. É este tempo que se liberta quando se abre um Barca Velha. Tudo começou com Fernando Nicolau de Almeida. Nascido numa família do Porto ligada aos vinhos, filho do chefe de provadores da Casa Ferreira, começou com apenas 16 anos a aprender os segredos do Douro. Sucede ao pai em 1950. Sem formação universitária, genial, excêntrico, megalómano, arrogante, visionário. Aprendeu muito nas viagens que realizou às principais regiões vitícolas na Europa.   O sonho de fazer um grande vinho do Douro, sem ser vinho do Porto, foi levado à prática em 1952. E sem outro remé...

GRANDES VINHOS PORTUGUESES: Pêra Manca

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Pêra Manca é sinónimo de vinho. Um dos melhores vinhos portugueses, feito no Alentejo. Não é novidade, mas pouca gente saberá que o Pêra Manca ainda não completou 30 anos de vida, embora a história do nome possa ser encontrada, no século XV, nas vinhas dos frades do convento do Espinheiro em Évora que já não existe… Diz-se que Pedro Álvares Cabral, quando descobriu o Brasil, levava vinho de Évora. Mais certo é que no século XIX a casa agrícola José Soares fez um vinho chamado Pêra Manca que acabou em 1920 por causa da morte do proprietário e da filoxera. Em 1987 o herdeiro ofereceu a marca à Fundação Eugénio de Almeida e em troca pediu que fosse o nome do melhor vinho da fundação. Assim foi. A primeira colheita é de 1990. 15 colheitas depois quem bebe um Pêra manca saboreia um pedaço de Alentejo.  PEDRO BATISTA: Enólogo  do Pêra Manca